Meu intuito.


"Porque a frase, o conceito, o enredo, o verso

(E, sem dúvida, sobretudo o verso)
É o que pode lançar mundos no mundo."
Caetano Veloso



sábado, 28 de julho de 2012

Passou.


Passei a esperar mais pelos dias da semana e menos pelos finais dela. Nunca pensei que eu fosse capaz de gostar tanto de um domingo à noite!
Passei a imaginar e esperar pelas conversas virtuais e não mais o velho e tão bom olhos nos olhos. Passei a ter um sorriso aberto, largo, para uma tela de computador.
Passei a procurar soluções de problemas que nem eram meus, buscando proteger você e proteger quem clareia a sua vida. E confesso que buscar essa solução, além de senso de justiça, tinha um pouco de benefício próprio.
Passei a admirar uma pessoa que mal conheço.
Passei a imaginar eu, você e seu violão na sua cama.
Passei a imaginar quão boa poderia ser a nossa sintonia, a nossa voz em uma só nota, uma oitava acima ou uma oitava abaixo ou intercalando, se a noite fosse longa.
Passei amor, mesmo passando insegurança.
Passei a querer muito, aquele muito que o Caetano diz ser muito pouco.
Passei a esperar.
Passei medo. Você também mal me conhece.
Passei rápido pela sua vida, rápido demais, na velocidade de um chat.
Passei.
Passou.

Célia Aguiar

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Un cuento Chino!

"Um argentino e um chinês unidos por uma vaca que caiu do céu."
Sim, esta é a história do filme. Sim, é genial!

Em Buenos Aires, um comerciante rabugento, ricamente interpretado por Darín, e um chinês perdido. Não se entende uma palavra do que o chino fala, não há legenda, não se faz necessária!


Simples, leve e muito engraçado! Os hermanos mais uma vez mandando bem. Recomendadíssimo!

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Dois.

Você gosta de sertanejo. Eu sambo no palco.
O seu despertador toca alto e cedo. Eu acordo tarde e baixinho.
Meus filmes, românticos-que-choram. Os seus, jogos mortais.
Seu chocolate escuro e integral. Gosto do clarinho e desnatado!
Você é camping. Eu, pousada.
Você é tecnologia. Eu, para que serve esse botão?
Eu leio o Nietzsche. Você o caderno de esportes.
Eu não quero a cebola. Você não quer que eu fume.
Eu me perco. Você é um GPS.
Eu preciso de 1 hora. Você 10 minutos.
Você Libra. Eu Capricórnio.
Você moto. Eu medo.
Eu espírita. Você nada.
Eu quero a Maria. Você me dá a vassoura.
Eu saia e decote. Você cara feia.
Você guarda. Eu choro.
Eu escrevo. Você não entende.

Somos dois.

Engano nosso, nunca fomos um só.

Somos dois.

Célia Aguiar

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Eu queria ser Thaís Gulin!

Hoje corri meus olhos na prateleira das revistas de fofoca no caixa do supermercado e lá estava, um quadradinho modesto em uma das capas (mas que para mim era como se fosse manchete de jornal!) algo sobre "namorada de Chico Buarque". O que? Namorada do Chico? Tratei logo de gravar bem o nome da sortuda e a primeira coisa que fiz ao ligar meu computador foi digitá-lo no Google!

Pois bem, Thaís Gulin, curitibana, dona de um sorriso largo e de uma voz linda! Ela está em turnê com seu segundo disco e ao fim de um show em que Chico estava presente na plateia disse "Obrigada, Francisco, sei que você está aí."

No novo disco do Chico há uma música feita para ela, "Minha Pequena", que diz Meu tempo é curto, o tempo dela sobra. Meu cabelo é cinza, o dela é cor de abóbora. Temo que não dure muito a nossa novela, mas eu sou tão feliz com ela”.  

Inveja e dor de cotovelo à parte, gostei muito do que vi, ela tem um belo trabalho.
Esta é a "Se eu soubesse", autoria de Chico. Dueto bom esses dois, viu?!


domingo, 7 de agosto de 2011

Apelo.

Eu gostaria de conseguir te ajudar a carregar o mundo por nós.
Eu gostaria de poder te dizer que o meu coração aperta por inteiro
e não assim, pela metade.
E já que não consigo e já que não posso,
Eu gostaria de não ter tão constantemente a lembrança do seu abraço
e a presença da sua voz.
Eu gostaria de não ter gravado na memória e no coração cada palavra dita por você,
cada promessa feita para mim e cada apelo, tão sincero, pela nossa história.
Talvez você nem tenha a dimensão do quanto foi difícil para mim...
Te deixo agora como quem deixa uma vida.
Te deixo agora com a angústia de quem nunca saberá o quanto poderia ter sido feliz.

Célia Aguiar

Saudade de mim.

Com você eu sou eu mesma, estou com saudade de sentir isso.
É confusa essa coisa de te querer, mas não agora...é egoísta, é pequeno.
Deixa eu ficar aqui assim, no seu peito, só um pouquinho...
Estou com saudade de mim.

Célia Aguiar

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Tão você...

Apesar da nossa separação eu realmente acho que ainda conheço você...
Até quando você tem um comportamento estranho, inesperado, eu acho que entendo você.
Eu sei exatamente o porquê desse ou daquele sorriso,
eu sei exatamente quando você vai passar a mão nos cabelos...e qual é o seu objetivo nisso.
É realmente estranho te observar deste outro lado, porque não é para mim que você está fazendo tudo isso.
Um dia, talvez, possamos ser bons amigos, mas por enquanto, por favor, não seja assim tão você, tão perto de mim.

Célia Aguiar

o caderninho amarelado...

Resolvi voltar!

Reler aquele meu caderninho (hoje já amarelado) com alguns pensamentos escritos há mais de 11 anos me fez ter saudade de praticar a escrita!

Então vou fazer essa volta ao Blog de um jeito diferente: não vou recomeçar com nada novinho em folha, vou recomeçar tirando novamente o pó do caderninho velho e digitalizando-o aqui!

Pensamentos antigos que nem funcionam mais para mim, mas que possuem o seu valor, talvez na sua pretensão artística, talvez pela possibilidade de refletir a situação atual de alguém. Acredito que compartilhar experiências e sentimentos é sempre válido. No fim das contas, nós, seres humanos, somos bem parecidos: os mesmos anseios, os mesmos sonhos, as mesmas expectativas, as mesmas frustrações...pensamentos confusos, às vezes pequenos, às vezes grandiosos.

É isso! os próximos textos tem um pouquinho do que eu era há alguns anos e que, por consequencia, como tijolos na construção, trazem parte do que sou hoje.



Namastê!

terça-feira, 12 de agosto de 2008

Ensaio sobre a cegueira

154 páginas deliciosamente lidas, 156 páginas ansiosamente a serem! Ensaio sobre a cegueira - José Saramago (1998 - prêmio Nobel de Literatura)

O livro mostra o colapso de uma sociedade que está enfrentando uma epidemia de cegueira. A profunda humanidade dos que cegam, com suas necessidades, fraquezas e limitações quando o sentido físico os deixam.

Com o roteiro baseado no livro, Fernando Meirelles dirigiu seu quinto longa: Blindness. O filme abriu o festival de Cannes deste ano.

Fico então na expectativa da estréia, como quem espera a chegada de um ente querido!


Blog de produção do filme: http://blogdeblindness.blogspot.com/
Trailer: http://www.youtube.com/watch?v=azLX4jjngpY&feature=related