O touch do celular reconhecia sempre o dedo, mesmo que torto, rápido demais ou até molhado. Mas aquele dia era molhado de lágrima. Não reconheceu. Era como se falasse “quê isso, menina, essa aí não é você, não”. É, sim, touch do celular, essa sou eu versão fratura exposta.
Meu intuito.
"Porque a frase, o conceito, o enredo, o verso
(E, sem dúvida, sobretudo o verso)
É o que pode lançar mundos no mundo." Caetano Veloso
sábado, 14 de outubro de 2017
sexta-feira, 28 de julho de 2017
Ancestralidade.
Oralidade.
Identidade.
Muitos me perguntam por que eu gosto tanto de samba.
Pois eu digo que é porque é legítimo.
Porque é autêntico.
Genuíno.
Porque é nosso.
Mas para ser nosso, muitos (negros) já apanharam. Morreram (os negros).
O samba, sobretudo e a despeito de tudo, resistiu.
Samba sempre foi canto de lamento, trabalho, tristeza e alegria. Assim mesmo, tudo junto.
É canto de conexão. De banzo. De amor.
Batucado na lata de graxa. Na caixa de fósforo. Na faca que bate no prato.
O samba que faz parte da história das cidades. Que faz suas curvas pelas ruas da cidade. Aquelas que ninguém vê.
O samba que é crônica, que é instrumento para falar da gente. Da nossa gente.
Samba que nos conta sobre os dias que se foram e carrega a esperança - a esperança resistente dos nossos ancestrais africanos - para os que hão de vir.
Por isso, por tudo isso, eu e você temos a responsabilidade de aprender e cultuar o samba, dar pulso ao samba.
Samba de Roda.
De Terreiro.
O Samba Rural, dos quilombolos*
Dos Cordões.
Samba de Umbigada.
O do Partido-Alto.
Samba-raiado, sincopado, de breque.
Jongo, o avô do samba.
Um salve aos griôs**, que nos ensinam.
Um salve à Velha Guarda, que é negra, forte e destemida.
Um salve aos nossos baluartes. Todos.
E salve – por favor, salvem – o samba: o maior baluarte da nossa cultura.
Oxalá!
Oralidade.
Identidade.
Muitos me perguntam por que eu gosto tanto de samba.
Pois eu digo que é porque é legítimo.
Porque é autêntico.
Genuíno.
Porque é nosso.
Mas para ser nosso, muitos (negros) já apanharam. Morreram (os negros).
O samba, sobretudo e a despeito de tudo, resistiu.
Samba sempre foi canto de lamento, trabalho, tristeza e alegria. Assim mesmo, tudo junto.
É canto de conexão. De banzo. De amor.
Batucado na lata de graxa. Na caixa de fósforo. Na faca que bate no prato.
O samba que faz parte da história das cidades. Que faz suas curvas pelas ruas da cidade. Aquelas que ninguém vê.
O samba que é crônica, que é instrumento para falar da gente. Da nossa gente.
Samba que nos conta sobre os dias que se foram e carrega a esperança - a esperança resistente dos nossos ancestrais africanos - para os que hão de vir.
Por isso, por tudo isso, eu e você temos a responsabilidade de aprender e cultuar o samba, dar pulso ao samba.
Samba de Roda.
De Terreiro.
O Samba Rural, dos quilombolos*
Dos Cordões.
Samba de Umbigada.
O do Partido-Alto.
Samba-raiado, sincopado, de breque.
Jongo, o avô do samba.
Um salve aos griôs**, que nos ensinam.
Um salve à Velha Guarda, que é negra, forte e destemida.
Um salve aos nossos baluartes. Todos.
E salve – por favor, salvem – o samba: o maior baluarte da nossa cultura.
Oxalá!
*Quilombo:
Toda comunidade negra rural que agrupe descendentes de
escravos, vivendo de cultura de subsistência e onde as manifestações culturais
têm forte vínculo com o passado.
**Griôs:
A palavra griô tem origem na tradição oral
africana, utilizada para designar mestres portadores de saberes e fazeres da cultura,
eAncestralidade.
Oralidade.
Identidade.
Muitos me perguntam por que eu gosto tanto de samba.
Pois eu digo que é porque é legítimo.
Porque é autêntico.
Genuíno.
Porque é nosso.
Mas para ser nosso, muitos (negros) já apanharam. Morreram (os negros).
O samba, sobretudo e a despeito de tudo, resistiu.
Samba sempre foi canto de lamento, trabalho, tristeza e alegria. Assim mesmo, tudo junto.
É canto de conexão. De banzo. De amor.
Batucado na lata de graxa. Na caixa de fósforo. Na faca que bate no prato.
O samba que faz parte da história das cidades. Que faz suas curvas pelas ruas da cidade. Aquelas que ninguém vê.
O samba que é crônica, que é instrumento para falar da gente. Da nossa gente.
Samba que nos conta sobre os dias que se foram e carrega a esperança - a esperança resistente dos nossos ancestrais africanos - para os que hão de vir.
Por isso, por tudo isso, eu e você temos a responsabilidade de aprender e cultuar o samba, dar pulso ao samba.
Samba de Roda.
De Terreiro.
O Samba Rural, dos quilombolos
Dos Cordões.
Samba de Umbigada.
O do Partido-Alto.
Samba-raiado, sincopado, de breque.
Jongo, o avô do samba.
Um salve aos griôs, que nos ensinam.
Um salve à Velha Guarda, que é negra, forte e destemida.
Um salve aos nossos baluartes. Todos.
E salve – por favor, salvem – o samba: o maior baluarte da nossa cultura.
Oxalá!sses transmitidos oralmente. Os griôs são aqueles que há séculos preservam e transmitem as histórias.
A palavra griô ao ser incorporada à cultura brasileira teve seu sentido ampliado, sendo agregadas ao oficio do griô outras ações, como cantoria, dramaturgia, danças, além da contação de histórias; mas sem perder a sua referencialidade quanto à valorização de transmissão de saberes por meio da tradição oral.
Oralidade.
Identidade.
Muitos me perguntam por que eu gosto tanto de samba.
Pois eu digo que é porque é legítimo.
Porque é autêntico.
Genuíno.
Porque é nosso.
Mas para ser nosso, muitos (negros) já apanharam. Morreram (os negros).
O samba, sobretudo e a despeito de tudo, resistiu.
Samba sempre foi canto de lamento, trabalho, tristeza e alegria. Assim mesmo, tudo junto.
É canto de conexão. De banzo. De amor.
Batucado na lata de graxa. Na caixa de fósforo. Na faca que bate no prato.
O samba que faz parte da história das cidades. Que faz suas curvas pelas ruas da cidade. Aquelas que ninguém vê.
O samba que é crônica, que é instrumento para falar da gente. Da nossa gente.
Samba que nos conta sobre os dias que se foram e carrega a esperança - a esperança resistente dos nossos ancestrais africanos - para os que hão de vir.
Por isso, por tudo isso, eu e você temos a responsabilidade de aprender e cultuar o samba, dar pulso ao samba.
Samba de Roda.
De Terreiro.
O Samba Rural, dos quilombolos
Dos Cordões.
Samba de Umbigada.
O do Partido-Alto.
Samba-raiado, sincopado, de breque.
Jongo, o avô do samba.
Um salve aos griôs, que nos ensinam.
Um salve à Velha Guarda, que é negra, forte e destemida.
Um salve aos nossos baluartes. Todos.
E salve – por favor, salvem – o samba: o maior baluarte da nossa cultura.
Oxalá!sses transmitidos oralmente. Os griôs são aqueles que há séculos preservam e transmitem as histórias.
A palavra griô ao ser incorporada à cultura brasileira teve seu sentido ampliado, sendo agregadas ao oficio do griô outras ações, como cantoria, dramaturgia, danças, além da contação de histórias; mas sem perder a sua referencialidade quanto à valorização de transmissão de saberes por meio da tradição oral.
terça-feira, 11 de agosto de 2015
E de repente, começo a sentir uma saudade doída. De tudo. Da
minha infância, dos meus sonhos, das imaginações acerca do que seria eu hoje. Da
leveza, da brisa no meu rosto, apertando os olhos só para ver pontinhos de luz.
Não tem mais nada disso. Tudo tão duro. Tudo tão realidade. Acorda, menina! Olha
sua idade. Não dá mais pra imaginar, tem que fazer, tem que produzir, tem que
ser. Não qualquer coisa, tem que ser boa.
Tem que ser destaque. Tem que ganhar bem. Tem que ganhar elogios, prêmios, conta
bancária gorducha. O que sua família vai pensar de você? E seus amigos? Olha
lá, todos com apartamento, carro, férias no exterior. E você aí, procurando
sentido nas coisas. Esquece! Anda. Não olha pra trás. Não tem mais nada daquilo.
É assim que é agora. E se for chorar, chora baixo. Escondido. Que coisa de
gente fracassada chorar.
segunda-feira, 2 de março de 2015
É uma mistura. Um vai-e-vem. Uma coisa muito louca.
- "Tô fazendo coisa de menos, tô no mundo perdendo a viagem, preciso me engajar, preciso agir, preciso colocar a mão na massa, estudar mais, escrever, dar voz a isso aqui dentro, preciso ouvir o chamado - não, não tem nada de místico-espiritual, é um chamado puramente racional - e sair do meu microuniverso, conhecer outras pessoas, outros objetivos, descruzar os braços do comodismo. Há tantas causas maiores..."
- "Preciso terminar aquele freela, comprar shampoo e lavar a louça. Ai que vontade de ficar no sofá. Preciso atualizar meu currículo, acho que vou ter que mudar, as contas estão apertando. Queria dormir mais 14 horinhas só. Tenho casamento, aniversário, chá de bebê e corrida no final de semana, preciso me programar - e tentar dar conta. Tenho três livros para terminar de ler. Já estou com 30 anos, será que já não era hora de casar e ter filho? Precisava resolver aquele problema na Vivo. Preciso conhecer a casa nova da Fê. Faz tempo que não vejo minha tia. Preciso consertar o controle remoto da TV..."
E enquanto eu piro, paraliso. Não faço nada: não salvo o mundo nem lavo a louça.
- "Tô fazendo coisa de menos, tô no mundo perdendo a viagem, preciso me engajar, preciso agir, preciso colocar a mão na massa, estudar mais, escrever, dar voz a isso aqui dentro, preciso ouvir o chamado - não, não tem nada de místico-espiritual, é um chamado puramente racional - e sair do meu microuniverso, conhecer outras pessoas, outros objetivos, descruzar os braços do comodismo. Há tantas causas maiores..."
- "Preciso terminar aquele freela, comprar shampoo e lavar a louça. Ai que vontade de ficar no sofá. Preciso atualizar meu currículo, acho que vou ter que mudar, as contas estão apertando. Queria dormir mais 14 horinhas só. Tenho casamento, aniversário, chá de bebê e corrida no final de semana, preciso me programar - e tentar dar conta. Tenho três livros para terminar de ler. Já estou com 30 anos, será que já não era hora de casar e ter filho? Precisava resolver aquele problema na Vivo. Preciso conhecer a casa nova da Fê. Faz tempo que não vejo minha tia. Preciso consertar o controle remoto da TV..."
E enquanto eu piro, paraliso. Não faço nada: não salvo o mundo nem lavo a louça.
segunda-feira, 24 de março de 2014
Mais um.
É que quando chega ao fim e a gente chora e lamenta e o peito aperta, a gente, na verdade, faz isso por todas as outras vezes que também não deram certo. A decepção é cumulativa.
domingo, 1 de setembro de 2013
É desconcertante rever o grande amor.
Juraram amor eterno. Faziam-se parte um do outro todos os santos dias, por anos.
Fingiram que não se viram. Coisa estranha essa de serem dois estranhos agora.
Fingiram que não se viram. Coisa estranha essa de serem dois estranhos agora.
quarta-feira, 26 de junho de 2013
Escolheria não lembrar
E se pudéssemos escolher lembrar ou não das coisas? Seria tão melhor apagar da memória sua risada, sua voz e seu cheiro.
Feliz daquele que não recorre ao passado, não se prende a recordações.
O tempo jamais volta, meu caro.
Célia Aguiar
Feliz daquele que não recorre ao passado, não se prende a recordações.
O tempo jamais volta, meu caro.
Célia Aguiar
segunda-feira, 11 de março de 2013
Quem disse?
Eu estava em
ponto morto, em banho maria, à toa na vida vendo a banda passar, já tinha me
despedido da dor.
E quem foi
que disse que eu queria suspirar novamente? E quem foi que disse que você
poderia ocupar meu pensamento diariamente? Que hora mais inapropriada para
aparecer!
“... e porque existe essa coisa
dentro da gente, muito grande e muito consciente, mas que a gente não controla,
que nunca esquece a delícia que é começar. Então eu projetei nele todos os meus
novos começos: ele era um cara descobrindo um monte de coisas que eu achava que
já sabia e que me lembrava outras que eu já tinha esquecido. Eu me via nele, eu
via ele em mim. O nome disso é identificação. Porque na verdade a gente quer
preencher nossos vazios não com o que nos falta ou completa por ser diferente,
mas com o que é confortavelmente familiar”
Se eu
pudesse prever, não teria deixado você me conduzir naquele samba meio samba-rock,
onde você é tão melhor do que eu. Eu fiquei em desvantagem, desprotegida com os
meus passos incertos e deixei você me levar. Dançar foi meu delito.
Se eu
pudesse prever, não teria te contado por onde andaria, não teria saído na
calçada da Roosvelt, você então passaria reto, não haveria surpresa, nem samba.
Não haveria beijo.
“... se eu te encontrasse
completamente por acaso hoje, onde seria?”
E não
haveria, dias depois, risadas e olhares. Está aí, definitivamente, meu ponto
fraco: as risadas e os olhares.
E agora
estou aqui, com o coração apertado e essa angústia. Chamo de angústia por não
saber do que chamar essa coisa que ora me tira um sorriso bobo, ora me esmaga o
estômago.
Nossas
bagagens de vida, isso de não mais se surpreender tanto, nem de chorar tanto,
nem de sonhar tanto, nem de planejar tanto, nem de sofrer tanto, depois de
tantos acontecimentos anteriores. É a dor e a delícia da maturidade, das coisas
tão parecidas já vividas, já vistas, já sentidas. A verdade é que a gente
caleja para as coisas ruins e para as boas também.
“... hoje eu me pergunto qual o prazo
de validade das lembranças. Em que momento elas deixam de ser palpáveis, boas,
verdadeiras?”
Eu sei, tão
pouco tempo pra eu já estar aqui, com os meus devaneios, colocando um pouco
dessa tão curta história no papel que chega a parecer clichê.
“...
e quando tudo isso que a gente vê sobre a paixão nos filmes é
simplesmente...verdade?
Só
os clichês são verdade, no final das contas.”
Quantas
vezes eu te escrevi , confessando, “saudade”? Quantas vezes você retribuiu?
“... eu ouço tanta música e penso se
você ouve música e se é no computador ou no rádio ou em CDs, quais são eles, se
você canta junto, se estaríamos escutando os mesmos cantores no mesmo momento
porque o nome disso é “sincronicidade”, se as músicas traduzem seus sentimentos
tanto quanto os meus, quais, então, te explicariam a mim, o que eu preciso
ouvir, o que eu preciso saber, o que você esconde e o que tem medo de
revelar...”
Talvez você
não tenha nada para revelar, você me parece não esconder nada. Talvez seja essa
a causa da angústia, você não ter sentimento algum para esconder de mim.
Você me faz
bem. Você me faz rir. Você me fez retomar a espiritualidade, a leveza e a
leitura.
Só que agora
está começando a me assustar (olha eu aqui me abrindo de novo, depois das
chuvas que apanhei, peguei agora essa mania de transparência, até
demais...perdi a mão).
E quem foi
que disse que eu queria suspirar novamente? E quem foi que disse que você
poderia ocupar meu pensamento diariamente? Que hora mais inapropriada para aparecer!
Sabe aquela
história de deixar de rir por medo de chorar? Estou pensando, seriamente, em
seguir essa linha...
“é uma escolha, percebe? No final das
contas, metade dos encontros que você faz é regida pelo acaso, mas metade é
obra do seu próprio esforço e vontade. E como 50% de chance não são nem uma
coisa nem outra, a verdade é que a gente sempre sabe. E sempre controla. Mas
sempre sofre como se não soubesse. Porque, na hora de sofrer, a gente esquece
tudo mesmo.”
Célia Aguiar
(Trechos extraídos do texto da peça “Música para
cortar os pulsos”)
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